ATIVIDADES

ONU recebe exposição com obras de artesãs mineiras

13 de agosto de 2015

Com a presença de duas artesãs mineiras, Gercina e Juracy, o artesanato mineiro está exposto na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Estados Unidos, até 26 de setembro. A exposição “Mulher Artesã Brasileira”, uma oportunidade para divulgar a produção do artesanato brasileiro e para aprimorar o desenvolvimento profissional das selecionadas, mostra também os trabalhos de Zezinha, a representante do Vale do Jequitinhonha, que produz as famosas bonecas do Vale.

Além da mostra, estão previstas também uma exposição de fotografias e uma palestra para as 15 artesãs participantes de todas as regiões brasileiras. Compõem ainda o programa as ações de pesquisa, documentação, reflexão e divulgação através da produção visual contemporânea brasileira reunidas em um documentário e em um livro de arte para estabelecer um intercâmbio entre as diversas realidades regionais do Brasil e desvendar a alma da mulher brasileira.

Com apoio do Governo de Minas, através da Superintendência de Artesanato da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDE), e do Instituto Centro Cape, a iniciativa do projeto é da Associação Brasileira de Exposição de Artesanato (Abexa), com patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A seleção no Estado foi feita pela Superintendência de Artesanato, da SEDE, com o apoio do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater). Foram indicadas seis artesãs e escolhidas as representantes do Vale do Jequitinhonha, do Distrito de Sagarana (Vale do Urucuia) e de Diamantina.

As representantes mineiras que estão presentes na mostra são Gercina Maria de Oliveira, tecelã do Distrito de Sagarana que integra a Central Veredas, uma rede de artesãs do Vale do Urucuia, no Noroeste mineiro, e Juracy Borges da Silva, de Diamantina, que usa sempre-viva, folhas, frutos e cascas em arranjos e adornos artesanais.

O artesanato é uma importante fonte de complementação da renda familiar pelo interior de Minas Gerais. Sua valorização e o crescimento das oportunidades de comercialização têm contribuído para a permanência das famílias na atividade e a inclusão de novos artesãos, especialmente jovens.

O artesanato mineiro é conhecido por sua riqueza e variedade em pedra, barro, madeira, prata, estanho ou fibra trançada, sendo que as peças em cerâmicas do Vale do Jequitinhonha ainda são as mais difundidas da produção estadual.

A atividade artesanal envolve cerca de 300 mil cidadãos mineiros em todos os cantos do Estado, que têm um faturamento médio mensal de um salário mínimo, o que representa uma arrecadação bruta por ano de mais de R$ 2 bilhões.

Fonte: Agência Minas, 9/9/13